Como melhor definir o que é a dúvida? É ela, necessariamente, o oposto da certeza ou pode ser o combustível que impulsiona à busca da verdade?
Culturalmente, o mês de junho é marcado pelas festas juninas. Algumas tradições cristãs não valorizam ou até condenam tais festejos, mas penso que nenhuma delas nega a importância bíblica de um dos personagens centrais da época – João Batista.
Talvez alguns pensem que Batista seja seu sobrenome, ou uma referência a alguma denominação religiosa, mas, na verdade, trata-se de um título que designa o seu ofício. Em inglês, por exemplo, ele é comumente chamado de John, the Baptizer – João, o Batizador.
João Batista é um personagem bíblico tão marcante que Jesus refere-se a ele com palavras marcantes: “Aqui está o meu mensageiro... João Batista é o maior de todos os homens do passado” (Mateus 11.10, 11). Além de ter a honra de ser primo de Jesus, João foi também aquele que o batizou, presenciando a descida do Espírito Santo em forma de pomba e ouvindo as doces palavras do Pai: “Este é meu filho querido, que me dá muita alegria” (Mateus 3.17). É ele quem deu um tremendo testemunho de fé quando apontou para Jesus e disse: “Olhem, aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29).
João é também alguém que lutou pela verdade, arriscando a sua própria vida nisto. Foi preso por denunciar o adultério, prisão que, mais tarde, o levou a ser decapitado.
No entanto, este grandioso João foi alguém que, pelo menos no meu ponto de vista, também duvidou. Ele não era um super-cristão, acima da lei ou do erro, mas um dedicado servo de Deus, que também sofreu as conseqüências do pecado. Percebemos isto numa interessante história, quando João envia seus discípulos com a pergunta:“O senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?” (Mateus 11.3). Em outras palavras, João queria saber se o homem Jesus era o Messias – o Salvador prometido por Deus, ou se ainda deveria ficar esperando pelo cumprimento da promessa de redenção. A resposta de Jesus não poderia ser mais bela e poética, afinal de contas, era o Messias, o Salvador prometido quem estava falando: “Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo, isto é, os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a Boa-Notícia do Evangelho é anunciada aos pobres. Felizes os que não duvidam de mim” (Mateus 11.4-6).
Olhar para João é aprender com um grandioso homem de Deus. Por vezes também temos nossos momentos de dúvidas, incertezas e questionamentos. Infelizmente, o pecado é uma realidade mesmo na vida daqueles que entregam suas vidas a Deus. Quando estes momentos surgirem, olhe para João e aprenda com ele. Busque respostas na fonte, e encontrarás a Verdade e com ela a felicidade. Jesus disse: “Eu sou a Verdade” (João 14.6) e “A Verdade vos libertará” (João 8.32).
Pastor Max
Santerém -PA