O início da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), se deu em 1900, quando o Rev. Broders foi enviado ao nosso país pelo Sínodo de Missouri, nos EUA. Seu objetivo era duplo: Atender espiritualmente aos imigrantes alemães luteranos no Brasil e também levar o evangelho aos muitos que ainda não o conheciam.

Em 24 de junho de 1904, a IELB foi oficialmente fundada na cidade de São Pedro do Sul (RS). Aos poucos, a IELB foi se espalhando por todos os estados do país, contando atualmente com mais de 238.000 membros batizados, divididos em 1.458 congregações que são dirigidas espiritualmente por mais de 600 pastores formados no Seminário Concórdia, e na Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) como bacharéis em Teologia.

A IELB tem como única norma de fé e de vida a Escritura Sagrada e aceita como autêntica e correta a explicação das doutrinas bíblicas, os escritos confessionais simbólicos do luteranismo, reunidos no livro de Concórdia de 1580, que, por isso, é considerado como sua confissão de fé.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Dúvidas

            Como melhor definir o que é a dúvida? É ela, necessariamente, o oposto da certeza ou pode ser o combustível que impulsiona à busca da verdade?

Culturalmente, o mês de junho é marcado pelas festas juninas. Algumas tradições cristãs não valorizam ou até condenam tais festejos, mas penso que nenhuma delas nega a importância bíblica de um dos personagens centrais da época – João Batista.
Talvez alguns pensem que Batista seja seu sobrenome, ou uma referência a alguma denominação religiosa, mas, na verdade, trata-se de um título que designa o seu ofício. Em inglês, por exemplo, ele é comumente chamado de John, the Baptizer – João, o Batizador.
João Batista é um personagem bíblico tão marcante que Jesus refere-se a ele com palavras marcantes: “Aqui está o meu mensageiro... João Batista é o maior de todos os homens do passado” (Mateus 11.10, 11). Além de ter a honra de ser primo de Jesus, João foi também aquele que o batizou, presenciando a descida do Espírito Santo em forma de pomba e ouvindo as doces palavras do Pai: “Este é meu filho querido, que me dá muita alegria” (Mateus 3.17). É ele quem deu um tremendo testemunho de fé quando apontou para Jesus e disse: “Olhem, aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29).
João é também alguém que lutou pela verdade, arriscando a sua própria vida nisto. Foi preso por denunciar o adultério, prisão que, mais tarde, o levou a ser decapitado.
No entanto, este grandioso João foi alguém que, pelo menos no meu ponto de vista, também duvidou. Ele não era um super-cristão, acima da lei ou do erro, mas um dedicado servo de Deus, que também sofreu as conseqüências do pecado. Percebemos isto numa interessante história, quando João envia seus discípulos com a pergunta:“O senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?” (Mateus 11.3). Em outras palavras, João queria saber se o homem Jesus era o Messias – o Salvador prometido por Deus, ou se ainda deveria ficar esperando pelo cumprimento da promessa de redenção. A resposta de Jesus não poderia ser mais bela e poética, afinal de contas, era o Messias, o Salvador prometido quem estava falando: “Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo, isto é, os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a Boa-Notícia do Evangelho é anunciada aos pobres. Felizes os que não duvidam de mim” (Mateus 11.4-6).
 Olhar para João é aprender com um grandioso homem de Deus. Por vezes também temos nossos momentos de dúvidas, incertezas e questionamentos. Infelizmente, o pecado é uma realidade mesmo na vida daqueles que entregam suas vidas a Deus. Quando estes momentos surgirem, olhe para João e aprenda com ele. Busque respostas na fonte, e encontrarás a Verdade e com ela a felicidade. Jesus disse: “Eu sou a Verdade” (João 14.6) e “A Verdade vos libertará” (João 8.32).


Pastor Max
Santerém -PA            

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